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Sexta-Feira, 27 de Novembro de 2020

Estudo mostra que, mesmo com pandemia do coronavírus, Rondônia registrou menos mortes que em 2019

Levantamento foi encomendado pela Associação dos municípios

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Um novo estudo realizado pela Associação Rondoniense de Municípios (AROM), com base nos dados do Portal da Transparência do Registro Civil, revela que Rondônia registrou menos mortes em 2020 em comparação com o ano de 2019. Além de uma diminuição de óbitos por doenças respiratórias como a pneumonia, a redução também é reflexo das medidas de isolamento social decorrido da pandemia do novo coronavírus, que por consequência fez cair, a quantidade de óbitos em vias públicas.

É importante ressaltar que a pesquisa tem com o intuito nortear os municípios e gestores públicos para a formulação e adequação de políticas públicas de enfrentamento a pandemia do coronavírus e, em momento algum, almeja relativizar as mortes ocorridas em função do vírus ou outras causas.

Entre janeiro e maio de 2020 foram registrados 3.259 óbitos. No mesmo período de 2019, o número é 3.322 óbitos. Desde 2015, percebe-se um crescimento nas estatísticas de óbitos registrados pelos cartórios. Em todo o ano de 2019, houve 7.826 mortes; 2018 registrou 7.656; em 2017 foram 7.260; em 2016 foram 6.967 e em 2015 o número foi de 5.475.

Neste ano, no universo da pandemia do coronavírus, os casos de mortes por covid-19 começaram a ser registrados apenas em 29 de março de 2020, quando Rondônia teve a primeira morte pela doença confirmada. Por conta disso, o portal apresenta também um especial sobre a covid-19 e doenças respiratórios, analisados pelo estudo da AROM.

Os óbitos por pneumonia em 2020 somam 438, enquanto em 2019 o número era de 481; A queda também é percebida nos casos de mortes por insuficiência respiratória – 256 (2020) e 311 (2019). Septicemia           são 390 neste ano, frente a 422 no ano passado.

O aumento só é percebido em relação aos casos de mortes por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que enquadra a influenza A, dengue, vírus sincicial respiratório, adenovírus, hantavírus, chegando a 19 neste ano, enquanto em 2019 foram apenas 4. O portal registra ainda o número de mortes por covid-19 em Rondônia já somam 175.

Comparação

Até esta quarta-feira, 3 de junho, os óbitos registrados no Estado de Rondônia, este ano, são 1,89% menor na comparação com 2019, totalizando 63 mortes a menos. Frente a 2018, nota-se um crescimento de 5,27%, o que corresponde a 172 óbitos.

Em relação aos óbitos relacionados a COVID-19, o maior pico de incidência de mortes pela doença foi registrado em 11 de maio, quando 10 pessoas morreram.

Outro ponto que chama a atenção é que Rondônia possui uma das menores taxas de letalidade em relação aos demais estados do Norte. O percentual é de 9,7%, (sobre 100 mil habitantes) fincando atrás apenas do Tocantins.

Em relação aos 52 municípios de Rondônia, Porto Velho aparece na frente, possivelmente, por conta da regionalização da Saúde. Dos 149 óbitos, mais de 85% ocorreram na capital, considerada o epicentro epidêmico do Estado.

Ainda, as mortes em hospitais, mesmo com a pandemia, representam 76 a menos. No ano passado foram 2276 óbitos, enquanto neste ano são 2200.

Perfil das vítimas por covid-19

Os dados ainda revelam que 79,42% das vítimas fatais de covid-19 eram pessoas com 50 anos ou mais. Do total de 139 mortes, 79,42% são pessoas com 50 anos ou mais e, 26,25% eram do sexo masculino.

O levantamento da entidade ressalta, porém, que a situação do Estado não é tranquila, uma vez que continua subindo o número de pessoas infectadas com a covid-19 e o sistema de Saúde já não possui mais leitos de UTI disponíveis. “Estamos em um cenário em que se exige a participação de todos. Governo, empresários, cidadãos. Todos nós somos responsáveis por seguir na linha para achatar a curva de contaminação do coronavírus em nosso estado. Hoje, ela ainda está em franco crescimento e afetando diretamente nossa economia. Por isso, precisamos, cada um de nós, fazer nossa parte para que consigamos o mais rápido possível, retomar a economia em nosso estado, com o menor número de mortes”, afirma Cláudio Santos, presidente da AROM.

Fonte: Assessoria

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