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Terça-Feira, 01 de Dezembro de 2020

Chaves deixa a TV e o público brasileiro após 36 anos

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O ciclo de Chaves na TV brasileira chegou ao fim. Depois de 36 anos, o programa mexicano mais famoso do Brasil deixará o SBT. Os últimos episódios irão ao ar nesta sexta-feira (31), às 14h15. A emissora comunicou, minutos depois, a saída definitiva de sua série mais longeva no ar.

A informação foi obtida com exclusividade pelo NaTelinha junto à alta cúpula da emissora, que foi pega de surpresa com a mudança contratual entre a rede mexicana Televisa, detentora dos direitos das fitas, e o Grupo Chespirito, dona dos roteiros escritos por Roberto Gómez Bolaños (1929-2014).

A informação chegou à emissora nesta última quarta-feira, por notificação da Televisa, emissora mexicana detentora dos direitos da obra produzida, na qual informa que a suspensão é devido a um problema pendente a ser resolvido com o titular dos direitos das histórias”, informou o SBT, via assessoria de imprensa.

A exibição dos seriados Chaves, Chapolin e Chespirito estaria garantida até 31/7/2020, com possibilidade de renovação entre as partes, o que verbalmente havida sido confirmado. No entanto, a negativa em relação ao acordo com o grupo detentor de direitos intelectuais sobre as histórias chegou há apenas poucos dias do fim do contrato”, prosseguiu a emissora.

“O SBT lamenta a decisão, principalmente em respeito ao seu público, que acompanha fielmente os seriados há tantos anos. A  emissora continua na torcida para um acordo entre as duas empresas mexicanas o mais rápido possível e, se isto acontecer, teremos o prazer de informar aos fãs de Chaves, Chapolin e Chespirito imediatamente”, concluiu a nota.

Para tapar o buraco de Chaves (que durante décadas serviu de tapa-buraco para muitos horários do SBT), a rede de Silvio Santos reprisará séries como The Big Bang Theory e Patrulha Salvadora (spin-off de Carrossel). Aos domingos, estenderá o Triturando das 9h30 às 11h.

O SBT ordenou na manhã desta sexta que as afiliadas não exibam mais Chaves em qualquer horário da programação.

Televisa x Grupo Chespirito

O mesmo impasse entre Televisa e Grupo Chespirito impediu a renovação do acordo com o Grupo Globo, que exibia Chaves e Chapolin no Multishow, e com outras emissoras pelo mundo. Até o Las Estrellas, canal de entretenimento da Televisa, tirará as séries do ar. No streaming, o Amazon Prime Video também excluiu os programas mexicanos do cardápio.

NaTelinha apurou que, desta vez, não há o que o SBT possa fazer para reverter o contrato para o prazo anterior, que venceria em 31 de dezembro, porque o problema deve ser resolvido entre Televisa e Grupo Chespirito. As novelas mexicanas, por sua vez, ficam no ar.

Nos bastidores, comenta-se que o filho de Bolaños, Roberto Gómez Fernández, revisou o acordo com a Televisa por ter outros projetos em relação à obra do pai. Embora não seja dono das fitas originais, exibidas até hoje, ele tem os roteiros originais e pode negociar com qualquer plataforma a gravação de um remake, por exemplo.

Chaves: de “brinde” a fenômeno

A história de Chaves e Chapolin no Brasil começou em 1981, quando Silvio Santos comprou novelas mexicanas para rechear a programação da emissora que viria a se chamar SBT.

De Os Ricos Também Choram a Chispita, os dramalhões caíram no gosto do brasileiro, porém a alta cúpula da emissora torcia o nariz para duas produções oferecidas como brinde: Chaves e Chapolin.

“Chaves entrou como prêmio de consolação para o Silvio. O argumento dos mexicanos da rede Televisa era de que fazia muito sucesso entre o público latino”, recordou José Salathiel Lage, ex-executivo do SBT, ao NaTelinha. Na época, apenas Brasil e Cuba não exibiam Chaves na América Latina. Ele convenceu Silvio a exibir os programas.

Eram cenários e iluminação pobres, nada a ver com o tão famoso padrão Globo de qualidade. Silvio falava: ‘Quero fazer uma televisão popular, não de elite’. Eu era um dos que defendiam um padrão mínimo de qualidade, mas quando fui defender Chaves ele me perguntou se valia a pena e eu respondi: ‘Vale, apesar de não ter uma qualidade esperada, apesar de não ser moderno por ser do início da década de 1970, apesar de falar muita coisa do México, eu vejo na essência a pureza do circo que conheci quando criança’”, disse o ex-executivo do SBT.

Fonte: Na Telinha

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