Uma inspeção foi realizada no prédio do Cemetron em Porto Velho  pelo Sindicato dos Trabalhadores na Saúde (SINDSAÚDE), atendendo solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT), na quinta-feira (7), das 11h40 às 14h30, pela presidente da entidade Célia Campos e o diretor jurídico Maicom Martins. Além do estado de abandono do local, cheio de animais domésticos e até caramujos africanos, foi constada ainda que as centrais de refrigeração no isolamento, que é a segunda UTI do Cemetron, está funcionando apenas parcialmente. Os banheiros das enfermarias não tem espaço suficiente para entrar com cadeira de rodas; os EPIs, as máscaras N95 e os tubos endotraquel n° 7, 7.5, 8 e 8.5 estão escassos. Os servidores estão pedindo doação desse material.

Segundo os dirigentes do Sindsaude, o descaso das autoridades com o Cemetron é tão grande que até o túnel de descontaminação recentemente inaugurado, com ampla divulgação pela imprensa, simplesmente não está funcionando por falta de produtos químicos. Mesmo nestas precárias condições a unidade está atualmente com suas enfermarias quase todas lotadas e a UTI 2, de isolamento para tratamento de pacientes com Covid-19, que tem doze leitos, está com oito leitos ocupados ou 70% de sua capacidade.

Ainda de acordo com os dirigentes, as condições encontradas são de verdadeiras cenas de filme de terror, que foram documentadas por fotos que farão parte de um relatório detalhado que será entregue ao MPT. De acordo com o Sindsaúde, fica evidente que o Cemetron não pode ser classificado como um hospital de referência, sequer como hospital, que precisa ser interditado e passar por uma ampla reforma e modernização de seus equipamentos.