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Terça-Feira, 24 de Novembro de 2020

O agronegócio brasileiro pode ser afetado pelo coronavírus?

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Desde o final do ano que o Coronavírus ou COVID-19, está dominando as manchetes mundiais. Nesta semana foi confirmado o primeiro caso no Brasil. Um homem de 61 anos que reside em São Paulo mas esteve na Itália, teve a doença confirmada. Segundo o mais recente boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), há em todo o mundo 81.109 registros confirmados da infecção (96% deles na China), sendo 871 novos: 412 na nação de origem da doença e 459 em outros países.

O setor do agronegócio não deve ficar de fora dos impactos. Segundo especialistas o dólar deve continuar subindo e chegar aos R$ 5. O cenário também poderá desfavorecer as vendas de commodities como a soja, na safra 20/21. Muitas fábricas de fertilizantes na China já sofrem com a doença, conforme noticiamos nesta quarta-feira 26. Há risco de desabastecimento. Com a queda mundial da cotação de petróleo os insumos agrícolas devem ter os preços reduzidos, cenário que favorece o produtor.

Na China a produção de mel foi afetada. O país é o maior produtor de mel do mundo, cerca de um quarto da produção global ou 500 mil toneladas por ano. Os apicultores não estão conseguindo se deslocar para alimentar as colmeias. Pelo Brasil a proximidade de grandes feiras agropecuárias acende o alerta. Muita gente circulando no mesmo espaço e comitivas internacionais.  O Secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, que esclarece algumas dúvidas sobre o assunto:

Estamos em plena colheita e nesta época o produtor contrata pessoas e serviços e muitas pessoas acabam convivendo juntas. Qual a orientação para prevenir a doença? 

João Gabbardo: a orientação é aumentar os hábitos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão (sabonete) várias vezes ao dia, fazer o uso do álcool em gel a 70% quando não for possível lavar as mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar tocar os olhos, o nariz e boca sem que as mãos não estejam devidamente higienizadas. Além disso, é importante proteger a boca e o nariz com um lenço de papel (descarte logo após o uso) ou com o braço (e não as mãos) ao tossir ou espirrar. Esses hábitos de higiene são extremamente importantes não só para evitar a transmissão de doenças respiratórias, mas também para doenças de transmissão oral. Quanto aos ambientes de trabalho, deve-se mantê-los arejados, com ventilação natural, e evitar aglomeração de pessoas caso apresente sintomas respiratórios como febre, tosse e dificuldade para respirar.

Da mesma forma quando o produtor adquire insumos ou tecnologias dos países em surto, há perigo de contaminação? Como proceder?
João Gabbardo: 
não há evidência, até o momento, que isso possa ocorrer. Vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora do corpo de outros seres vivos ou em superfícies e objetos.

No Rio Grande do Sul na semana que vem acontece um grande evento do agronegócio, a Expodireto Cotrijal, em Não-me-Toque. Existe alguma recomendação do Ministério da Saúde para as feiras e grandes eventos do agronegócio, com participação de comitivas internacionais?
João Gabbardo:
 não há recomendação para suspensão de atividades econômicas ou restrição de viagens. O vírus só é transmitido entre humanos e não sobrevive mais de 24 horas fora do organismo humano, ou de algum animal. Em todo caso, como precaução, recomenda-se que a organização de grandes eventos promova orientações sobre os hábitos de higiene mencionados anteriormente e mantenha equipe de saúde durante o evento disponível para prestar orientações e encaminhamentos referentes a doença do coronavírus (COVID-19).

Fonte: AGROLINK -Eliza Maliszewski

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