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Segunda-Feira, 31 de Maio de 2021

De cada três xícaras de café uma é brasileira

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A história do café se mistura com a história do Brasil. Por muitos anos foi a base da economia brasileira. Embora o café seja mais conhecido por ser do Centro do país as primeiras mudas entraram pelo Pará no século XVIII, lá pelos idos de 1720. A pessoa que teria trazido as primeiras sementes do café para o Brasil foi Francisco de Melo Palheta, após viagem à Guiana Francesa.

A produção do café no Brasil expandiu-se a partir da Baixada Fluminense e do vale do rio Paraíba, que atravessava as províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo. A cafeicultura era caracterizada basicamente pela monocultura e usava mão-de-obra escrava.

A produção cafeeira beneficiou-se do clima e do solo propícios ao seu desenvolvimento. O fato de ser rota de transporte de mercadorias entre o Rio de Janeiro e as zonas de mineração contribuiu também para a adoção da lavoura cafeeira, já que parte das terras estava desmatada, facilitando inicialmente a introdução das roças de café e beneficiando o escoamento da produção através das estradas existentes.
As técnicas de produção eram simples. Inicialmente se desmatavam terras onde era necessário expandir as áreas agricultáveis para a colocação das mudas da planta. Estas demoravam cerca de cinco anos para começar a produzir. Nesse tempo, outras culturas eram plantadas em torno dos cafezais, principalmente gêneros alimentícios. Para manter usava-se somente enxadas e foices, com colheita manual e extração da casca era feita em pilões manuais.
Em 1836 e 1837, a produção cafeeira superou a produção açucareira, tornando o café o principal produto de exportação do Império. No início do século XX, uma grande crise envolvendo a produção de café atingiu em cheio a economia brasileira e encerrou-se o ciclo do café por volta de 1930.

Hoje a cafeicultura brasileira incorporou tecnologias na produção como a fertirrigação e colheita mecanizada, variedades diferentes e mais produtivas, sabores únicos conforme a região de origem e é desenvolvida desde a Amazônia até o litoral catarinense.

Destaque para o arábica mineiro e o conilon capixaba além dos robustas amazônicos. O café está presente nas cinco regiões geográficas, em 16 estados da Federação, nos quais 1.448 municípios produzem café, o que corresponde a aproximadamente 26% dos municípios brasileiros, com a geração direta e indireta de mais de 8 milhões de empregos. O Brasil é o maior produtor, exportador e segundo maior consumidor de café em nível mundial há mais de 150 anos.

O país possui aproximadamente 300 mil estabelecimentos produtores de café, dos quais 78% são considerados da cafeicultura familiar. Tais lavouras produtoras de café, além de atender os mercados mais exigentes internos e externos, também contribuem para fortalecer aspectos econômicos, sociais e ambientais, requisitos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do setor.

Neste 24 de maio é comemorado o Dia Nacional do Café, no Brasil. A data marca o início da colheita nas principais regiões cafeeiras. Essa data comemorativa, considerada a mais importante dos Cafés do Brasil, foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), em 2005, com objetivo de valorizar e homenagear o produto que é paixão nacional. De acordo com a Associação, no país, cada pessoa consumiu, em média, 4,81 kg de café torrado em 2020.

O café brasileiro se destaca mundo afora. A cada três xícaras de café consumidas no mundo, em média, uma é dos Cafés do Brasil.  Em doze meses, especificamente no período acumulado de maio de 2020 a abril de 2021, atingiram um volume físico total equivalente a 45,88 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário de US$ 125,76, e receita cambial de US$ 5,77 bilhões. Já tomou seu cafezinho hoje?

Fonte: Eliza Maliszewski

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